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Sexta Gamer na Ludus: Grandes Generais
O sangue e a violência rolaram soltos na Ludus Luderia na última sexta-feira!
Calma, tudo ficou na brincadeira e diversão, graças ao tema da segunda edição da Sexta Gamer, Grandes Generais. O tema eram jogos de tabuleiro de guerra e disso o coordenador da noite, Danilo, entende bem, escolhendo quatro títulos bem diversificados com a temática: Ikusa, Shogun, Twilight Struggle e Twilight Imperium 3rd.
A primeira mesa da Sexta Gamer foi formada por Caio, Felipe, Danilo (o outro, Shindi) e Rose, com uma partida de Ikusa.
O game é completamente voltado à batalha, misturando elementos de War e Memoir 44’, com suas miniaturas maravilhosas de cada uma das unidades do jogo, entre Samurais, Gunners e Ninjas, que fizeram a cabeça dos jogadores: “as miniaturas realmente são lindas”, afirmou Danilo. No final da partida, que durou três longas rodadas – no total de 2 horas -, Caio se sagrou campeão ao conquistar a maioria do tabuleiro, porém, o jogo não agradou ao vencedor. “Ikusa é divertido, mas não tem nada de muito diferente. É um típico wargame com miniaturas. Um pouco mais dinâmico, mas com poucas ações para o jogador”, afirmou. Felipe também teve críticas negativas, dizendo que prefere “jogos mais no estilo europeu, que não sejam só de porrada. Ainda prefiro o Memoir 44’”.
Enquanto isso, na mesa ao lado, era hora do casal formado por mim, Renata, e meu namorado Thiago testarmos o jogo número 1 na lista do BBG, Twilight Struggle. Com cada jogador assumindo um dos lados da Guerra Fria – EUA VS. URSS -, o game é realmente um primor de tão completo, tanto em termos históricos quanto de jogabilidade. São vários os elementos a que se deve prestar atenção durante a partida, como a influência em cada país do mundo, o track de corrida espacial e, claro, tomar cuidado para não causar uma destruição em massa por conta de um ataque nuclear; quem o fizer, perde o jogo na hora! Quem pensa que por sermos um casal pegamos leve, não imagina a tensão da partida, quase como na Guerra Fria, que terminou após cerca de 2 horas, com minha vitória com a URSS. Apesar da derrota, Thiago só tinha elogios ao jogo: “Ele é historicamente muito preciso, e eu gosto disso. Além disso, o autor usou bem a mecânica de que o jogador deve provocar e cutucar o outro o tempo todo, mas sempre com um limite”. Por fim, completou com algo que todos já devem ter pensado ao jogar Twilight Struggle, “E importante: o Canadá não fica na Europa!”.
Piadas à parte, hora de voltar a mais uma batalha, com o último jogo dessa Sexta Gamer, Shogun, com mesa formada por Caio, Danilo, Felipe, Thiago e essa quem vos escreve. Mais europeus do que os outros escolhidos da noite, ele apresenta diversas opções de ações para cada jogador além da batalha, tendo que fazer construções em seus territórios, juntar dinheiro e colher arroz para alimentar todo mundo. Se não o fizer, a revolta da população local não perdoa, e você é obrigado a batalhar consigo mesmo!
O que mais chama atenção em Shogun, porém, é a Torre de Batalha, artifício que substituiu os odiados dados (por algumas pessoas) de War. Na hora de guerrear contra alguém, o jogador coloca suas unidades contra as unidades inimigas em uma extremidade da Torre. O que sai na outra extremidade dita o vencedor. Por exemplo: se saírem 4 unidades do roxo e 3 do amarelo, o roxo é vencedor (4-3 = 1). “Muito interessante a mecânica da Torre”, afirmou Thiago. Apesar da partida não ter sido terminada por falta de tempo, Shogun foi aprovado por todos. “É uma mistura boa de jogos europeus e de guerra”, falou Danilo. Felipe acrescentou “Agora sim, esse jogo é muito bom. Só mudaria uma coisa: abriria a ordem de todas as ações da rodada, como em In the Year of the Dragon, para nós podermos nos programar melhor”.
Mês que vem tem mais Sexta Gamer! Estamos sempre abertos a sugestões de tema!
Por Renata Primavera


Sensacional a matéria!! Queria muito ter ido mais infelizmente não rolou, piro em jogos de guerra e com certeza essa matéria e deixou com muita vontade de dar uma passada na Luderia para conferir!!!